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Elogio às madrugadas

Eu amo o silêncio das madrugadas. Aquelas horas sombrias que antecedem a agitação do dia. A casa dorme, tudo reside na penumbra do sacrário. E então, uma luz em mim se acende: acordo com um suspiro renovado. Inspiro, coloco os pés no chão. Sei que são 4, no máximo 5 horas.

Me inspiro. Este tempo e espaço me inspira. É como aquela cena do filme em que o personagem mergulha. Contemplamos com ele uma imensidão azul de silêncio. Tudo o mais fica em suspenso. Só aquele instante existe.

Mas nem sempre foi assim. Há quatro anos, quando descobri este trecho da madrugada, era a dor que me tirava do sono; Doía-me as costas por longas horas: 1,2… até que eu conseguia voltar a dormir. E acordava exausta, lá pelas 8h, sem nenhuma dor aparente. Deveria estar pronta para encarar mais um dia, não é mesmo?

Isso começou no final de dezembro de 2014 e atravessou todo o mês de janeiro de 2015. Em 1 de fevereiro eu não consegui levantar da cama.

 

Elogio às madrugadas

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